sexta-feira, 7 de setembro de 2012

PARA QUE SERVE O "PARA CASA"?

Após um dia longo no trabalho, os pais ainda se veem diante de mais um compromisso: apoiar os filhos na realização da lição de casa. E o cansaço que surge neste momento faz muitos se perguntarem por que, afinal, a escola manda exercícios e trabalhos para serem feitos em casa e se realmente vale a pena tanto esforço (deles e dos filhos).

Para os especialistas em Educação, são várias as respostas para este questionamento e todas elas reforçam a importância do estudo no lar. Um dos pontos de defesa da lição de casa é, exatamente, o fato de ela proporcionar este momento do aluno com os pais. "Uma das principais funções da lição é contribuir para a integração e interação entre aluno, professor e família. Por meio dela é possível saber o que está acontecendo na sala de aula, qual o conteúdo que está sendo ministrado, o que está sendo cobrado e qual o grau de dificuldade ou facilidade que o filho está tendo com o tema", esclarece Rose Mary Guimarães Rodrigues, professora do curso de Pedagogia da Unitri (Centro Universitário do Triângulo).

Há também, os aspectos inerentes ao aprendizado que são trabalhados pela lição de casa, como lista a psicóloga especializada em Educação Especial, Danila Coser, ao apresentar os motivos tradicionalmente apontados pelos professores para justificar a tarefa para o lar:

- Ajuda a reter o conteúdo apresentado
- Aumenta o entendimento dos temas
- Melhora o pensamento critico
- Desperta para autonomia e responsabilidade
- Colabora para ter uma organização voltada para o estudo
- Provoca a independência de estudar sem estar na sala de aula
Foto: Claudia Marianno
Foto:

Para que estes benefícios tenham efeito é preciso garantir uma lição de casa de qualidade (confira as 10 características da Lição de Casa ideal) e tomar cuidados para que a lição de casa não vire um problema entre pais e filhos, tornando a hora da lição uma verdadeira hora de pesadelo, cheia de cobranças e censuras.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

VOCÊ SABE DIZER "NÃO" AO SEU FILHO?

A importância do limite

Saber dizer “não” é, segundo os especialistas, um dos aspectos importantes e saudáveis da educação de crianças e adolescentes.
Uma das maiores dificuldades na educação de uma criança consiste na tarefa de saber dosar amor e permissividade com limite e autoridade. Todos têm consciência da importância de impor limites, mas o fato de saber disso não é suficiente para fazer desta uma tarefa fácil. Os pais frequentemente se deparam com muitas dúvidas: Estou agindo certo? Onde eu errei? Por que ele não me obedece?
É importante analisar como a noção do proibido vai se constituindo ao longo do desenvolvimento infantil para compreender melhor o comportamento da criança. Ela, até o fim do primeiro ano de vida, obedece ao princípio primordial da vida humana: o princípio do prazer. Por isso procura apenas fazer o que lhe causa satisfação e tenta fugir do que é vivido como algo desprazeroso. Nesse estágio, ela age por impulso instintivo. Esse é o primeiro sistema de funcionamento mental, o mais primitivo e existente desde o nascimento do indivíduo, que é denominado pela psicologia de id.
O id é essencialmente impulsivo – age primeiro e pensa depois. É imperioso, intolerante, egoísta e amoral; é agressivo, sexual, destrutivo, ciumento, enfim, é tudo que existe de selvagem em nossa natureza. Assim, a criança quer fazer tudo o que lhe vem à mente: deseja o que vê, imita o que fazem ao seu redor e tem permanentemente insaciável e ativa a sua curiosidade que, freqüentemente, aborrece, preocupa e constrange as pessoas. Ao mesmo tempo, essa impulsividade é uma das necessidades mais prementes em seu desenvolvimento, que, quando reprimida, gera crianças sem brilho, apáticas, desinteressadas e rigidamente bem comportadas. A necessidade de tocar, apalpar, mexer, demonstrar, destruir, desfazer e tentar reconstruir objetos são atividades importantíssimas e fazem parte de sua forma de entrar em contato com o mundo externo.
A partir dos 18 meses, a criança começa a se opor para afirmar-se e existir por si mesma. É o início da fase do não, tão temida pelos pais, e que termina, na melhor das hipóteses, por volta dos três ou quatro anos. Nessa fase, trata-se de uma oposição sistemática, porém necessária à estruturação e organização de sua personalidade. Basta substituir o "não" por "eu" para se ter a chave do problema. Para uma criança, dizer "não" significa apenas: "Eu acho que não! E você?" Ela quer simplesmente uma resposta dos pais que, favorável ou não, terá, pelo menos, o mérito de indicar os limites. A partir dos três ou quatro anos, a criança passa, pouco a pouco, do "não" sistemático – modo de comunicação arcaico, mas necessário ao seu desenvolvimento – para o "não" refletido, que afirma seus gostos e escolhas.
Culpa e castigo
Desde cedo, a criança percebe que seu comportamento impulsivo, em vez de satisfação, freqüentemente acarreta uma censura por parte do mundo externo. Ela passa, assim, a dominar suas atividades instintivas. Como, acima de tudo, a criança deseja o apoio e a aprovação dos adultos e necessita imensamente deles, especialmente do pai e da mãe, começa a compreender que precisa controlar melhor seus desejos e impulsos. Ao conformar-se gradualmente com as imposições do meio ambiente (educação), controlando ou repelindo os desejos que não podem ou não devem ser satisfeitos, vai se estruturando o sistema moderador ou filtrador, o ego.
O ego faz com que a criança troque o princípio do prazer, que orientava suas atividades instintivas, pelo princípio da realidade, mediante o qual consegue adiar ou anular os impulsos que não são adequados ao meio em que vivem. O ego coloca-se como intermediário entre o id e o mundo externo, entre as exigências impulsivas e as restrições do meio.
A parte moral ou ética da personalidade se manifesta quando julgamos nossos atos na categoria de bom ou mau. Essas considerações dependem de um sistema de autocensura, denominado superego. O superego desenvolve-se a partir do ego, mediante a internalização ou incorporação dos modelos externos, das advertências e censuras.
O superego passa a atuar sobre a criança da mesma maneira que os pais: punindo-a quando se comporta mal e dando-lhe a sensação de bem-estar quando age corretamente. A punição assume um aspecto de sentimento de culpa ou de inferioridade, de angústia ou inquietação. A recompensa proporciona, por sua vez, orgulho, realização ou sensação de cumprimento do dever, ou seja, uma virtude.
Até dois ou três anos, a noção do proibido não lhe faz ainda muito sentido. Será preciso repetir-lhe muitas vezes o que ela pode ou não pode fazer, explicando-lhe em poucas palavras a razão dessa proibição. Somente depois dos três ou quatro anos a criança passa a compreender, cada vez melhor, as ordens dadas, começando a entender as noções de bem e de mal. E, a princípio, ela procurará obedecer aos pais somente para satisfazê-los.
As crianças, ao contrário do que se pensa, são muito preocupadas com regras. Parece que agir dentro de limites, cuidadosamente estabelecidos, oferece-lhes uma estrutura segura para lidar com uma situação nova e desconhecida.
É fundamental que os adultos tenham clareza de suas convicções e sejam fiéis a elas, pois, para os pequenos, eles são modelos vivos a serem seguidos. É por meio do convívio com essas fontes de referências que eles vão estruturando a sua própria personalidade.
A criança que não aprende a ter limite cresce com uma deformação na percepção do outro. As conseqüências são muitas e, freqüentemente, bem graves como, por exemplo, desinteresse pelos estudos, falta de concentração, dificuldade de suportar frustrações, falta de persistência, desrespeito pelo outro – por colegas, irmãos, familiares e pelas autoridades. Com freqüência, essas crianças são confundidas com as que têm a síndrome da hiperatividade verdadeira, porque, de fato, iniciam um processo que pode assemelhar-se a esse distúrbio neurológico. Na verdade, muito provavelmente trata-se da hiperatividade situacional, pois, de tanto poder fazer tudo, de tanto ampliar seu espaço sem aprender a reconhecer o outro como ser humano, essa criança tende a desenvolver características de irritabilidade, instabilidade emocional, redução da capacidade de concentração e atenção, derivadas, como vimos, da falta de limite e da incapacidade crescente de tolerar frustrações e contrariedades.
O pediatra e psicanalista britânico Donald Winnicott dizia: “É saudável que um bebê conheça toda a extensão da sua raiva. Na vida, existe o princípio do desejo e o princípio da realidade. Uma criança a quem se cede em tudo imediatamente, ‘a quem nunca se recusou nada’, como dizem os pais, suporta mal a frustração. Muitos desses pais que cedem sempre vêem o filho no presente, ao passo que aqueles que sabem dar sem mimar vêem o filho no tempo e no futuro. Eles lhe oferecem perspectivas, lhe mostram o valor do desejo e da espera, para melhor saborear o que é obtido.”

terça-feira, 7 de agosto de 2012

5 dicas para o seu filho voltar às aulas animado!

Saiba como evitar que as férias de julho interrompam o ritmo de estudos do seu filho
Texto Marina Azaredo

Embora sejam mais curtas do que as férias de verão, as férias de julho também interrompem o ritmo de estudos das crianças. Por isso, na volta às aulas, é natural que elas estejam ansiosas e cheias de dúvidas. Os amigos continuarão os mesmos? Conseguirei recuperar as notas? Quais serão as novidades desse semestre? Tudo isso está na cabeça da molecada quando chega a hora de voltar para a escola.

Nesse momento importante do calendário escolar, o papel dos pais é tranquilizar os filhos e motivá-los, para que esse segundo semestre se torne produtivo e que a criança tenha um desempenho cada vez melhor na escola. "Os pais devem evitar que a criança abandone totalmente a escola, propondo atividades como leitura durante as férias", afirma Aline Fávaro Dias, psicóloga e orientadora educacional do Colégio Dom Bosco de Americana (SP).


Confira abaixo cinco dicas para o seu filho voltar às aulas com gás total:

1.Organizar o material escolar
Toda criança gosta de organizar o material escolar para a volta às aulas, principalmente se ele for todo renovado. Mas atenção: renovar não significa comprar material novo. Encape os cadernos, decore os livros, aponte os lápis, reorganize o estojo. Essas pequenas mudanças já deixam a criança motivada e ansiosa para usar o material.

2. Arrumar o local de estudos
Para ter vontade de estudar, a criança precisa de um local aconchegante. Se ela já tem uma escrivaninha ou uma mesa onde costuma estudar, proponha uma nova organização. Junto com seu filho, esvazie gavetas e arrume tudo novamente. Se o seu filho não tem um cantinho para estudar, é hora de providenciar um. Pode até ser a mesa da sala ou da cozinha, mas o seu filho tem de sentir que aquele espaço é só dele na hora de fazer a lição de casa.

3. Retomar o que a criança mais gosta na escola
É hora de lembrar o seu filho de tudo o que a escola tem de bom. Fale dos amigos, dos professores preferidos, ajude-o a relembrar os passeios e atividades do primeiro semestre de que ele mais gostou. Nos primeiros dias, se possível, chame um ou mais coleguinhas para brincar com seu filho. É uma maneira de estreitar novamente as amizades e de fazer com que seu filho tenha ainda mais vontade de ir para a escola.
4. Voltar à rotina gradualmente
Nada de mudanças bruscas. Se o seu filho viu muita televisão nas férias e você quer que ele diminua a quantidade durante o período de aulas, tem de fazer isso aos poucos, pois as crianças sofrem mais com mudanças radicais. Vá diminuindo o tempo diário de TV gradualmente. O mesmo vale para as horas de sono, o horário de acordar, o tempo para brincar... Faça tudo aos poucos, de modo que seu filho não sinta que simplesmente parou de se divertir porque as aulas recomeçaram.
5. Ajudar na adaptação
Se o seu filho está trocando de escola nesse segundo semestre, vocês terão um importante período de adaptação. Se necessário, acompanhe-os nos primeiros dias de escola e converse com os professores. Em casos de troca de escola, o diálogo também é muito importante. Explique por que aconteceu a troca e fale de tudo o que tem de bom na escola nova. Ele vai ficar curioso para ver todas essas novidades.
Fonte:http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/5-dicas-seu-filho-voltar-aulas-gas-total-634931.shtml


terça-feira, 31 de julho de 2012

VOLTA AS AULAS!

Dicas para a volta as aulas com o pé direito:
  • Organizar com a criança um local próprio para estudar em casa. Silêncio, pouco ou nenhuma distração, boa iluminação, e claro, muita atençao, carinho e dedicação de um adulto!
  •  O material deve estar à mão: revistas, livros, dicionário, tesoura, cola, lápis de cor, etc.
  • Criar um horário especifico e sempre que possível, fixo para as atividades escolares.
  • Assinar uma revista no nome da criança. Vale qualquer uma, o importante é criar o hábito e desenvolver o gosto pela leitura. Além dos gibis, sugiro as revistas Recreio, Superinteressante, Ciência Hoje, e para os maiores, História Viva, Isto é, Galileu, Época.
  • Encapar os livros para que fiquem mais resistentes, ou trocar alguns materiais ja muito gastos.
  • Estabelecer horários para tarefas de casa, televisão, computador, etc. Afinal, é dificil readaptar as rotinas escolares depois de muita diversão e descontração nas ferias.
  • Organizar um quadro de horários com as atividades semanais e afixá-lo em local visível.
  • Revisar conteúdos do primeiro semestre, que são bases para o próximo, ou que a criança teve dificuldades anteriormente.
  • ESTUDAR DIARIAMENTE, PARA NÃO ACUMULAR CONTEÚDOS PARA PERÍODOS DE PROVAS!
  • PEDIR AJUDA, através de profissionais especializados, quando começar a perceber problemas evitando assim desgastes e perdas futuras!
Bons estudos queridos!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

BRINQUE COM SEU FILHO!

Atualmente temos vidas bastante atribuladas, repletas de horários e compromissos: trabalho, reuniões, atividades dos filhos, esportes, cursos, terapia, médicos, etc.

Corremos o risco de continuar a rotina, sem dedicar tempo para que as crianças possam efetivamente viver a infância e brincar sem as pressões do dia-a-dia estressado.

Assim, segue algumas dicas lembrando que devemos aproveitar momentos para relaxar, descansar, estar em contato com a família e até mesmo se dar ao luxo de ficar sem fazer absolutamente nada!

1) Deixe as crianças dormirem até um pouco mais tarde, é importante quebrar a rotina;

2) Leve-as ao cinema, ao teatro ou para passear num parque da cidade;

3) Deixe-as dormir um dia na casa dos avós e amigos, é interessante vivenciar a rotina em outros ambientes;

4) Aproveite para tirar do armário aquele jogo esquecido e sente-se para jogar, mesmo que seja à noite, mais tarde, quando todos estiverem juntos em casa;

5) Convide um amigo de seu filho para passar algumas horas na sua casa, programe alguma atividade e lembre-se que uma boa pipoca ou pão de queijo são simples carinhos sempre bem vindos;

6) Peça ajuda do seu filho para organizar o armário de brinquedos e aproveitar para doar os que tiverem fora de uso;

7) Tente incentivar seu filho a trocar o computador e vídeo-game por outros brinquedos mais simples e que envolva compartilhar o tempo com outras pessoas, isso fará com que a criança exercite outras habilidades sociais;

8) Livros são excelentes passa-tempos que desenvolvem muitas habilidades, mas não espere que os pequenos consigam ler sozinhos. Na maior parte das vezes, não conseguem focalizar a atenção por tanto tempo e precisam da ajuda dos adultos. Combine de ler um pedaço e eles outro, discuta as idéias e aproveite para conversar;

9) Não pense que todos os presentes de aniversário e  Natal podem cobrir a necessidade de afeto e carinho de uma criança. Sabemos o quanto eles demandam atenção e precisam sentir-se seguros.

10) E por último, não se esqueça de eventualmente dormir junto e bem abraçado, curtir muito a piscina nos dias de sol, faça jogos e brincadeiras, e aproveite muito para rir com as crianças;

O mais importante é que seu filho perceba que mudanças de rotina são agradáveis. Dedique tempo com qualidade a quem você ama e veja que vale a pena fazer uma criança feliz, pois você também receberá este carinho de volta!!


sexta-feira, 20 de julho de 2012

LUDIC - CLÍNICA PSICOPEDAGOGICA







MESA DE ESTUDOS E JOGOS DE HABILIDADES.

MATERIAIS PARA ESTUDO E LUDICIDADE.

A CORUJINHA DA SABEDORIA RECEBE A TODOS OS PACIENTES E ALUNOS!

ESPAÇO PSICOPEDAGÓGICO

 CANTINHO DO ACONCHEGO - LUGAR DE TERAPIAS, JOGOS E CONSTRUÇAO!

ESPAÇO PARA TROCAS DE INFORMAÇÕES E CONHECIMENTOS COM ADOLESCENTES E FAMILIA.

DÚVIDAS? RSS

MATERIAL DE APOIO: JOGOS MATEMATICOS, DE LINGUAGEM, RACIOCINIO, TESTES PSICOPEDAGOGICOS E MUITO MAIS...